segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Hermano Henning processa o SBT

Por Altamiro Borges

O SBT é hoje um “puxadinho” do covil golpista de Michel Temer. O oportunista Silvio Santos, que vive se encontrando com o Judas, transformou a emissora – que é uma concessão pública – em um veículo de propaganda do governo ilegítimo e de suas políticas destrutivas. A manipulação chegou a tal ponto que até o Ministério Público do Trabalho acionou a empresa devido à sua campanha institucional mentirosa em defesa das contrarreformas trabalhista e previdenciária. Na telinha do SBT, o Brasil virou um paraíso, sem crise, desemprego ou retrocessos. A realidade, porém, tem desmentido esta distorção, inclusive na própria emissora. Nos últimos meses, ela demitiu vários profissionais. Um deles foi o renomado jornalista Hermano Henning, que ancorava o principal telejornal da emissora. Nesta semana, ele resolveu ingressar na Justiça do Trabalho contra o SBT.

Segundo matéria do Portal Imprensa, postada nesta sexta-feira (11), “dispensado do canal neste ano, Henning cobra direitos trabalhistas e reclama do período em que esteve contratado e não pôde trabalhar. Henning trabalhou no SBT por 23 anos e hoje é diretor da TV Câmara de Guarulhos. O jornalista ancorou praticamente todos os jornais da emissora, entre eles o ‘TJ Internacional’, ‘Jornal do SBT’, ‘SBT Manhã’ e o ‘Jornal do SBT Noite’. Sua última participação no canal foi no ‘SBT Notícias’, um telejornal noturno”. Ele foi dispensado oficialmente da emissora em maio passado e não escondeu a sua insatisfação. 

Em entrevista concedida ao portal “Na Telinha” na semana passada, ele lamentou a situação. “Não esperava sair do SBT, foi uma coisa inesperada. Eu atribuo isso a nova atribuição do jornalismo da emissora, que é mais apelativo. Segue um caminho determinado pelo Silvio Santos, de me substituir por um pessoal mais jovem, mais comprometido com os apelos em busca de audiência”. A demissão do respeitado profissional só confirma a total deterioração do jornalismo na emissora, que hoje só difunde baixarias, estimula o ódio e o preconceito e virou um veículo chapa-branca, mercenário – sabe-se lá a que preço.

Em tempo: A crise que atinge o SBT – e outras emissoras – e que resulta em demissões e na queda de qualidade do jornalismo na tevê brasileira não significa que o patrão esteja mais pobre. No caso de Silvio Santos, amigo íntimo de Michel Temer, ele não tem do que reclamar. Segundo matéria publicada em maio na revista Quem, editada pelo Grupo Globo, o dono do SBT presenteou quatro de suas seis filhas com mansões em Orlando, nos Estados Unidos. Patricia, Daniela, Rebeca e Renata, frutos do casamento de Silvio Santos com Íris Abravanel, foram presenteadas pelo pai com as casas localizadas em um condomínio de luxo em que ele já tem uma mansão. Hermano Henning está certíssimo em processar o picareta!

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Texto original: BLOG DO MIRO

domingo, 30 de julho de 2017

PROCUREM O CONCORRENTE, POR FAVOR!


Um amigo, recém-retornado ao Brasil depois de muitos anos trabalhando no exterior, resolveu abrir, outro dia, com parte de suas economias, uma conta na agência Styllus do Banco do Brasil do Setor Sudoeste, em Brasília, e não conseguiu.

A justificativa, citada pela atendente - que não quis nem saber sequer quanto ele tinha para depositar e aplicar, foi "tout court", "superlotação", como se tratasse não de uma agência bancária top de linha, mas de uma vulgar - e desumana - cela de prisão.


A verdadeira razão da recusa?


quarta-feira, 28 de junho de 2017

“PM não é trabalhador”


A violência de policiais militares contra servidores municipais de Curitiba, nesta segunda-feira (26), trouxe novamente à tona a velha discussão acerca da função social desses agentes da repressão. Primeiramente, eles não podem ser classificados como “trabalhadores” como alguns sindicalistas erroneamente os nominam.
O que ocorreu no início desta semana na capital paranaense, reservadas as proporções, é uma repetição do 29 de abril de 2015 quando a mesma PM, a mando do governador Beto Richa (PSDB), massacrou professores e funcionários estaduais. Ou seja, a corporação, o governo e os policiais nada aprenderam com os erros de um passado recentíssimo.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Um mês após ação de Doria, usuários retornam à antiga região da cracolândia

Segundo a PM, decisão foi dos dependentes, mas a prefeitura diz que novo local favorece atendimentos

FELIPE BETIM


Um mês. Este foi o tempo necessário para que a aglomeração de dependentes e usuários de drogas que forma a cracolândia de São Paulo deixasse a praça Princesa Isabel e retornasse à sua antiga zona, dessa vez ao lado da estação Júlio Prestes e da Sala São Paulo. No último 21 de maio, uma operação da Polícia Militar (PM) e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) expulsou usuários e traficantes da rua Helvétia e Alameda Dino Bueno, na mesma zona. Foi o início de uma série de ações do governador Geraldo Alckmine, sobretudo, do prefeito João Doria, que lançou o programa anti-crack Redenção com a promessa de extinguir a questão. Nesta quarta-feira, entretanto, um usuário gritava enquanto atravessava a rua Helvétia sob o olhar atento dos policiais: "Estou em casa de novo!". O chamado "fluxo" – o mercado aberto de drogas – se encontra agora em uma pequena praça da Alameda Cleveland, uma via paralela à Dino Bueno, na esquina com a Helvétia. Praticamente onde estavam antes.

sábado, 27 de maio de 2017

FALTA DE CONTROLE NAS MANIFESTAÇÕES DÁ MUNIÇÃO PARA MÍDIA E GOVERNO.



A falta de controle, por parte dos comitês de organização da manifestação de ontem, 24, em Brasília, acabou sabotando a pauta que levou a maioria dos manifestantes à Praça dos Três Poderes, que era a de pedido de realização de eleições diretas e de repúdio às reformas trabalhista e previdenciária. 

Manifestação da oposição, qualquer que seja ela, não pode ser feita sem a organização de comitês de segurança formados por gente de confiança escolhida entre os próprios manifestantes. 

O ALVO FINAL É LULA



Aqueles que estão soltando foguetes que nos desculpem, mas não nos colocamos entre os que comemoram, efusivamente, as últimas notícias. 

Moralmente e por uma questão de princípios em defesa da democracia, quem está contra os casuísmos e arbitrariedades jurídico-investigativas da Operação Lava Jato no caso de Lula, tem que se manter contra esse tipo de coisa também quando o atingido é o campo adversário.
Até mesmo porque parte, e faz parte da estratégia, de quem tem apenas um interesse: o seu próprio lado. 

sábado, 20 de maio de 2017

GLOBO QUER CARMEN LÚCIA


Não existem coincidências na Lava-Jato. Ainda mais quando a Globo está envolvida. Foi um jornalista do jornal da família Marinho o escolhido para vazar a delação bombástica da JBS – que deveria fazer Temer sair algemado do Palácio, levando também à cadeia o homem que iniciou o processo golpista: Aécio Neves.

Temer e Aécio aparecem nas gravações usando linguagem de gângster para obstruir investigação. Se a Globo queria prender a Dilma por causa de um e-mail falso, o Aécio merece o quê? Cadeira elétrica?

sábado, 13 de maio de 2017

O caso das APAEs, os Arns e a esposa de Sérgio Moro

Liberalidades abriram espaço para desvios e utilização política da estrutura das APAEs, através de sua Confederação e Federações, incluindo a do Paraná

Luis Nassif

Circula na Internet um vídeo editado de palestra que proferi no mês passado em um evento em São Paulo. O vídeo é fiel ao que eu disse. Mas o título e o texto podem induzir a conclusões taxativas que não fiz ou passar a ideia de que o vídeo faz parte dessas guerrilhas que ocorrem periodicamente em redes sociais. As informações foram divulgadas em 2014 e 2015. Estão sendo agitadas agora.
O trecho em questão faz parte de um seminário no mês passado, do qual participei com a colega Helena Chagas

terça-feira, 25 de abril de 2017

sábado, 25 de março de 2017

Onde está o povo soberano?

A tradição do patronato político - 'quem pode manda; obedece quem tem juízo - continua a existir com todo o vigor.

Fábio Konder Comparato


Quando Tomé de Souza desembarcou na Bahia, em 1549, munido do seu famoso Regimento do Governo, e flanqueado de um ouvidor-mor, um provedor-mor, clero e soldados, a organização político-administrativa do Brasil, como país unitário, principiou a existir. Tudo fora minuciosamente preparado e assentado, em oposição à autonomia descentralizadora das capitanias hereditárias. Notava-se apenas, como disse um historiador, uma ligeira ausência: não havia povo. A população indígena, estimada na época em um milhão e meio de almas, não constituía, obviamente, o povo do novel Estado; tampouco o formavam os 1.200 funcionários – civis, religiosos e militares – que acompanharam o Governador Geral. Ou seja, tivemos Estado antes de ter povo.

Terceirização sacramenta o pacto de dominação escravocrata

A terceirização geral e irrestrita é a continuidade do golpe que cada vez mais vai dissolvendo o país e hipotecando seu futuro enquanto Nação.

Jeferson Miola


A terceirização geral e irrestrita aprovada pela maioria de deputados é um passo neural no aprofundamento do golpe. Ela sacramenta o pacto de dominação escravocrata das classes dominantes.

Por dentro do regime de exceção, as classes dominantes estão impondo aos subalternos sacrifícios brutais, que poderão perdurar por muitos anos.

terça-feira, 7 de março de 2017

Política externa, Alcântara, e a ideologia do complexo de vira-latas.

Prestes a completar um ano, o governo Temer sobrevive às fortes turbulências políticas e econômicas, levantando o estandarte das reformas neoliberais.


Por Rubens Diniz



Prestes a completar um ano, o governo Temer sobrevive às fortes turbulências políticas e econômicas, levantando o estandarte das reformas neoliberais. Refém do PSDB, Temer implementa o programa dos tucanos derrotado nas últimas quatro eleições. Sem projeto estratégico claro, a política externa brasileira sofre com o resgate de antigas propostas, como a retomada das negociações para o uso da base de Alcântara pelos EUA. Além de ultraliberal, o governo tucano de Temer guarda traços da conhecida ideologia do “complexo de vira-latas”, que insiste em negar o papel do Brasil e de sua gente no mundo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Privatização dos aeroportos

Só espero que todos aqueles que consideravam que 'concessão não era privatização' antes de 2016 agora tenham refletido o bastante a respeito do equívoco.

Paulo Kliass *


Inicio meu dia com a leitura de uma notícia que me deixou um pouco atordoado. Não devo ter entendido bem. A matéria trata de um suposto “plano de criação de uma subsidiária da Infraero para ficar com os aeroportos lucrativos ou potencialmente rentáveis que ainda não foram privatizados”. Ou seja, o governo Temer considera a hipótese de constituição de uma empresa estatal em meio a esse discurso todo liberalóide de supremacia do mercado sobre o setor público? E a tão falada crise fiscal a ser combatida por todos os meios? No mínimo, esquisito.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

COMO ANDA A ENTREGA DO PETRÓLEO BRASILEIRO AOS ESTRANGEIROS


O governo Dilma caiu, a economia está cada vez pior, mas a manipulação midiática continua canalha, mendaz, descarada e imparável.

Não bastasse a manipulação de dados e prazos em recentes mensagens publicitárias - sem contestação, principalmente jurídica, da oposição, que prova que, no quesito estratégico, é tão incompetente fora como dentro do poder - a última manobra de alguns jornais e emissoras particularmente hipócritas está voltada para convencer os desinformados que compõem seu público que a recuperação do preço das ações da Petrobras neste ano se deu por causa da mudança de diretoria e da “venda” de 13.6 bilhões de dólares em ativos e não graças à recuperação da cotação do petróleo nos mercados internacionais, além da compra de bilhões de reais em ações quando elas estavam no fundo do poço, por parte de “investidores” estrangeiros, que nunca deram bola para o discurso catastrófico e derrotista dos inimigos da empresa.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

'Chacinas evidenciam conluio do Estado com facções'

Diplomata comenta massacres em presídios e reação das autoridades. 'Há uma impunidade generalizada em relação às organizações criminosas', diz.


DW



A reação das autoridades brasileiras às chacinas nos presídios do Amazonas e de Roraima, que deixaram um total de 89 mortos, evidenciam o "conluio do Estado brasileiro com as organizações criminosas", considera o diplomata e especialista em direitos humanos Paulo Sérgio Pinheiro.

A reação inclui a avaliação do massacre em Manaus como "acidente" pelo presidente Michel Temer; as contradições do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, ao negar a responsabilidade do governo federal nas chacinas; e declarações do governador do Amazonas, José Melo, e do Secretário Nacional da Juventude, Bruno Júlio, que tentaram justificar a morte de presos. Para Pinheiro, tais posturas revelam um "Estado carcomido e contaminado" pela corrupção e por "acordos não escritos" com as facções criminosas que comandam os presídios brasileiros.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

SENSORIAMENTO REMOTO: VEM AÍ UM "SATELITEGATE" DO GOVERNO?


Oficiais da Força Aérea estão descontentes - e intrigados - com a iniciativa da Presidência da República de meter-se diretamente com a contratação de serviços de sensoriamento remoto por satélite, no exterior, ignorando regras que exigem a obrigatória presença de empresas nacionais no processo.

A Casa Civil determinou à Comissão Aeronáutica Brasileira na Europa - CABE, que contrate com urgência - a orientação é de usar o prazo mínimo exigido pela Lei de Licitações para o recebimento das propostas, 5 dias úteis - serviços de sensoriamento remoto por satélite, em um montante de até 300 milhões de reais.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

OS PODRES PODERES ENCURRALARAM O BRASIL E O COLOCARAM SUBMISSO AOS SENHORES DO MUNDO

Os podres poderes são filhos diletos da corrupção praticada pelas elites nos últimos 500 anos (Valter Xéu)


Pedro Augusto Pinho*
Houve um Senador Afonso Arinos, lembro-me quando ocupava a tribuna do Senado, no Rio de Janeiro, perorando sobre o “mar de lama” que correria no Palácio do Catete, ocupado pelo Presidente Getúlio Vargas. Cerca de  duas décadas depois, em artigo no Jornal do Brasil, reconheceu que eram discursos meramente oposicionistas, pois jamais soubera de qualquer ato de improbidade de Getúlio Vargas. Se, de um lado, devemos reconhecer a sinceridade tardia, por outro fica a frustração da impunidade por tamanha agressão ao Brasil e aos brasileiros.