sábado, 16 de setembro de 2017

Tríplice aliança com Trump contra Venezuela



Por Tereza Cruvinel, em seu blog
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Não é Temer que será prestigiado por Donald Trump com jantar na Casa Branca na segunda-feira, como tem aparecido na mídia, como se se tratasse de cortesia bilateral. O jantar é na verdade uma reunião entre os três países que farão uma operação militar conjunta com os Estados Unidos em outubro, na Amazônia brasileira, nos fundos do quintal da Venezuela, a título de cooperação, mas que se destinariam, teme a Venezuela, a preparar ações desestabilizadoras. Os convidados de Trump são Temer, o presidente da Colômbia, José Manuel Santos, e o do Peru, Pedro Paulo Kuczynski.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Para Maria Rita Kehl, fúria com perda de direitos deve aflorar a qualquer momento

Em entrevista, psicanalista diz que Dilma "foi vítima da própria base de apoio". Problema não foi o PSDB e partidos mais à direita, mas o abandono do PMDB

Redação RBA


São Paulo – Por que, mesmo diante de um cenário de desmonte de direitos, não há grandes mobilizações nas ruas? Em participação no Jornal Brasil Atual, na Rádio Brasil Atual, a psicanalista Maria Rita Kehl falou sobre o tema e também comentou as circunstâncias que levaram o país à atual situação.

Questionada pela jornalista Marilu Cabañas sobre a passividade da população perante diversas medidas do governo Temer, Kehl ponderou que talvez os brasileiros estejam “atônitos”. “Não sei se as pessoas estão passivas ou anestesiadas, a impressão que tenho na rua é que as pessoas estão furiosas com todas as perdas de direitos, com a crise econômica e as saídas impopulares do governo Temer. Mas estão um pouco sem opção por enquanto”, destaca. “Durante um tempo as pessoas ficam paralisadas, mas espero que isso não dure muito.”

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

As novas bombas da tecnologia contemporânea

Durante a Guerra Fria nos acostumamos a uma proliferação de bombas de alto poder destrutivo. Agora há uma nova produção de bombas, todas de alta tecnologia

Flavio Aguiar

Durante a Guerra Fria nos acostumamos a uma proliferação de bombas de alto poder destrutivo. Eis alguns exemplos, todos de triste memória, mesmo que não tenham sido usados:

Bomba Atômica: torrou Hiroshima, Nagasaki e seus habitantes. Faz vítimas até hoje.

Bomba de Hidrogênio: faria a Bomba Atômica parecer um traque junino.

Bomba de Napalm: torrou um monte de asiáticos na Guerra do Vietnã. Ficou famosa ao queimar uma menina fotografada correndo nua por uma estrada, foto que chegou a ser censurada no Facebook. Pela nudez, não pela bomba.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Hermano Henning processa o SBT

Por Altamiro Borges

O SBT é hoje um “puxadinho” do covil golpista de Michel Temer. O oportunista Silvio Santos, que vive se encontrando com o Judas, transformou a emissora – que é uma concessão pública – em um veículo de propaganda do governo ilegítimo e de suas políticas destrutivas. A manipulação chegou a tal ponto que até o Ministério Público do Trabalho acionou a empresa devido à sua campanha institucional mentirosa em defesa das contrarreformas trabalhista e previdenciária. Na telinha do SBT, o Brasil virou um paraíso, sem crise, desemprego ou retrocessos. A realidade, porém, tem desmentido esta distorção, inclusive na própria emissora. Nos últimos meses, ela demitiu vários profissionais. Um deles foi o renomado jornalista Hermano Henning, que ancorava o principal telejornal da emissora. Nesta semana, ele resolveu ingressar na Justiça do Trabalho contra o SBT.

Segundo matéria do Portal Imprensa, postada nesta sexta-feira (11), “dispensado do canal neste ano, Henning cobra direitos trabalhistas e reclama do período em que esteve contratado e não pôde trabalhar. Henning trabalhou no SBT por 23 anos e hoje é diretor da TV Câmara de Guarulhos. O jornalista ancorou praticamente todos os jornais da emissora, entre eles o ‘TJ Internacional’, ‘Jornal do SBT’, ‘SBT Manhã’ e o ‘Jornal do SBT Noite’. Sua última participação no canal foi no ‘SBT Notícias’, um telejornal noturno”. Ele foi dispensado oficialmente da emissora em maio passado e não escondeu a sua insatisfação. 

domingo, 30 de julho de 2017

PROCUREM O CONCORRENTE, POR FAVOR!


Um amigo, recém-retornado ao Brasil depois de muitos anos trabalhando no exterior, resolveu abrir, outro dia, com parte de suas economias, uma conta na agência Styllus do Banco do Brasil do Setor Sudoeste, em Brasília, e não conseguiu.

A justificativa, citada pela atendente - que não quis nem saber sequer quanto ele tinha para depositar e aplicar, foi "tout court", "superlotação", como se tratasse não de uma agência bancária top de linha, mas de uma vulgar - e desumana - cela de prisão.


A verdadeira razão da recusa?


quarta-feira, 28 de junho de 2017

“PM não é trabalhador”


A violência de policiais militares contra servidores municipais de Curitiba, nesta segunda-feira (26), trouxe novamente à tona a velha discussão acerca da função social desses agentes da repressão. Primeiramente, eles não podem ser classificados como “trabalhadores” como alguns sindicalistas erroneamente os nominam.
O que ocorreu no início desta semana na capital paranaense, reservadas as proporções, é uma repetição do 29 de abril de 2015 quando a mesma PM, a mando do governador Beto Richa (PSDB), massacrou professores e funcionários estaduais. Ou seja, a corporação, o governo e os policiais nada aprenderam com os erros de um passado recentíssimo.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Um mês após ação de Doria, usuários retornam à antiga região da cracolândia

Segundo a PM, decisão foi dos dependentes, mas a prefeitura diz que novo local favorece atendimentos

FELIPE BETIM


Um mês. Este foi o tempo necessário para que a aglomeração de dependentes e usuários de drogas que forma a cracolândia de São Paulo deixasse a praça Princesa Isabel e retornasse à sua antiga zona, dessa vez ao lado da estação Júlio Prestes e da Sala São Paulo. No último 21 de maio, uma operação da Polícia Militar (PM) e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) expulsou usuários e traficantes da rua Helvétia e Alameda Dino Bueno, na mesma zona. Foi o início de uma série de ações do governador Geraldo Alckmine, sobretudo, do prefeito João Doria, que lançou o programa anti-crack Redenção com a promessa de extinguir a questão. Nesta quarta-feira, entretanto, um usuário gritava enquanto atravessava a rua Helvétia sob o olhar atento dos policiais: "Estou em casa de novo!". O chamado "fluxo" – o mercado aberto de drogas – se encontra agora em uma pequena praça da Alameda Cleveland, uma via paralela à Dino Bueno, na esquina com a Helvétia. Praticamente onde estavam antes.